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Telhado preparado para recolhimento de águas das chuvas |
É quase impossível falar da Petrobras sem usar o superlativo. A maior empresa brasileira, ao longo de 2010, captou para uso em suas atividades operacionais e administrativas 187,3 milhões de m³ de água doce, de diferentes fontes, como mananciais superficiais, subterrâneos e de concessionária de abastecimento e empresas terceirizadas. Em maio passado, assinou contrato com a Cedae para reúso de água no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Pelo acordo, a água de esgoto da Estação Alegria será levada para tratamento e uso industrial no Comperj e servirá para os processos de geração de vapor e resfriamento de caldeiras, entre outros. Será construída na Estação Alegria uma unidade de tratamento que produzirá a água industrial para o Comperj. A água chegará ao empreendimento por um duto submarino, que cruzará a Baía de Guanabara.
A vazão prevista para o complexo pode alcançar até 1.500 litros por segundo, quantidade equivalente ao consumo de uma cidade de 500 mil habitantes, como Niterói.
A Petrobras já realiza o reúso de água em outras unidades de refino. Em 2010, a companhia alcançou, só na área de refino, uma economia de 16,5 bilhões de litros de água através de ações de otimização do uso desta em seus processos. Um exemplo é o sistema de tratamento de água e efluentes da Refinaria de Capuava, em São Paulo, que se tornou a primeira refinaria da América Latina com descarte zero de efluentes.
Desde 2007, a companhia elabora o Relatório Anual de Recursos Hídricos e Efluentes, por meio do qual é possível monitorar, de forma sistemática, os volumes de água utilizados e as respectivas fontes de abastecimento, bem como os volumes de efluentes lançados. De posse dessas informações, medidas eficazes visando a otimização do uso do insumo podem ser adotadas, como a implantação de projetos de reúso da água. "Através dessa ferramenta, a companhia tem aumentado a abrangência da apuração e garantido a confiabilidade e rastreabilidade das suas informações", informa Mônica Moreira Linhares, gerente de Meio Ambiente do SMES da Petrobras.
A empresa conta com o sistema informatizado DATA HIDRO, que permite o registro e a consulta de dados quantitativos e qualitativos das correntes hídricas nas unidades operacionais da companhia, e consolida indicadores e custos referentes ao uso dos recursos hídricos, facilitando a verificação do atendimento aos padrões de qualidade de uso desses recursos, bem como aos padrões de lançamento de efluentes no ambiente. Todos os processos de tratamento de água de descarte são feitos pela própria empresa, basta ver que assinou um contrato com a Cedae para tratamento e uso de água descartada.
A questão fundamental é de que cada vez mais a água se torna um insumo estratégico de produção, como, por exemplo, na indústria do petróleo, avalia Mônica Linhares. Estão em curso na companhia, nas diferentes áreas e subsidiárias, 64 projetos relacionados à implantação e/ou modernização de sistemas de tratamento e distribuição de água, coleta e tratamento de efluentes e reúso. Participa através de suas áreas e subsidiárias, ativamente de mais de 42 fóruns de recursos hídricos no Brasil e no exterior. Recentemente, realizou projeto pioneiro de avaliação da disponibilidade hídrica em 13 das bacias hidrográficas onde tem instalações. "O estudo permite conhecer o balanço entre oferta e demanda global de água dos corpos hídricos de abastecimento da companhia e, com isso, ter condições de desenvolver projetos relativos ao uso da água e ao lançamento de efluentes com base na disponibilidade hídrica. Onde a disponibilidade é baixa, implantamos projetos mais abrangentes", explica a gerente de Meio Ambiente do SMES da Petrobras.
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