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Vale quanto pesa!

De forma criativa, mineradora reduz utilização de água na extração com ganhos nos resultados


Divulgação/Agência Vale - Eugênio Sávio
Barragem de água em Mariana, Minas Gerais

A Vale, segunda maior mineradora diversificada do mundo e a maior empresa privada na América Latina, investe em vários programas e projetos que visam a otimização do uso da água, proporcionando redução do uso de novos insumos e elevando o consumo produto em reúso. Em 2009, a Vale utilizou 1,2 bilhão m³ de água em suas atividades, sendo que, desses, a demanda total de água em toda a operação foi abastecida pelo reúso nas ETEs operadas pela própria empresa. Dados de 2010 ainda não consolidados preveem um aumento no percentual de reúso para aproximadamente 79%, informa Vânia Somavilla, diretora de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Vale.

Para alcançar esses resultados, a Vale investe em projetos para melhor uso do insumo, entre os quais, a otimização dos processos visando à redução da demanda nas unidades industriaise e à modernização da infraestrutura dos sistemas de água industrial, evitando perdas. E mais: minimizando o consumo de energia e investimentos através de programa de educação ambiental e conscientização de colaboradores e comunidades.

Um exemplo de investimento da Vale na melhoria da gestão dos recursos hídricos aconteceu na unidade de mineração de ferro de Carajás, com a implantação de uma nova tecnologia de processamento: o peneiramento do minério de ferro à base de umidade natural, que propiciou a eliminação do uso de água em oito linhas de beneficiamento. Isso gerou redução de 63% no total de captação de água nova das barragens e aumentou a taxa de reutilização de água na planta.

Divulgação/Agência Vale - Eugênio Sávio
Reservatório para tratamento de esgotos

Nos locais de operação, a maior parte da água utilizada é captada dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos, como poços, rios e lagos. Em áreas administrativas, a água é obtida da rede pública. Para efeito comparativo, em 2009, a Vale registrou um volume total de 292,4 milhões de m³ de água captada, sendo 83% desse volume proveniente de captação em fonte subterrânea e superficial.

Cada unidade da Vale possui sistemas de tratamento de efluentes líquidos projetados de acordo com os processos produtivos que realiza e suas demandas específicas. Entre esses sistemas de tratamento estão, principalmente, os sistemas de nível primário de decantação/sedimentação, usados no tratamento de efluentes provenientes do processo de beneficiamento, ricos em sólidos, e os sistemas físicos ou físico-químicos, mais adequados ao tratamento de efluentes oleosos oriundos das oficinas de manutenção.

Em 2009, foram gerados 114 milhões de m³ de efluentes, volume inferior ao contabilizado em 2008. Desse total, aproximadamente 86% tiveram como destino final, após tratamento, rios, barragens ou reservatórios; 10% no oceano e 4% nas lagoas. Algumas unidades (como Água Limpa e Gongo Socó) implantaram medidas de reaproveitamento de efluentes oleosos, gerados em oficinas e tratados e utilizados nos próprios processos através da recirculação, como na lavagem de equipamentos e peças.

Ações como controle de desperdícios, adequações de procedimentos e equipamentos também vêm sendo praticadas pela empresa e são essenciais para a redução da demanda de água e do volume e da carga de efluentes gerados.

A água tem grande participação na atividade de mineração, como nos processos de lavra e beneficiamento, além de umectação de vias, lavagens de caminhões e máquinas e o abastecimento humano dentro das unidades industriais. Por conta disso, a Companhia adotou política de preservação do recurso hídrico, desenvolvendo sistemas e processos adotados em todas as suas atividades, de uma forma geral.

"Todos os usos são devidamente outorgados e possuem plano de monitoramento. A Vale publica periodicamente índices de gestão e monitoramento de temas sustentáveis, dentre eles a água, assumindo compromissos que relacionam o meio ambiente às suas atividades, pois entendemos que a preservação de recursos hídricos é essencial não só para as operações, mas também para a manutenção dos ecossistemas", afirma Vânia Somavilla.

A estratégia de sustentabilidade da Vale preconiza a gestão responsável das questões econômicas, ambientais e sociais de maneira integrada. O objetivo é propiciar que seus negócios, em particular as operações de mineração, produzam riquezas locais, regionais e globais, mas também suportem a construção de um legado positivo ao longo do ciclo de vida dos empreendimentos. A Vale investe em tecnologias cada vez mais eficientes para garantir a sustentabilidade dos seus empreendimentos, com foco nas questões socioambientais e econômicas, considerando as fragilidades locais, e o mesmo ocorre em relação ao tratamento de água, cuja estratégia é a mesma.

 

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Edição 22 Julho 2011
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