A Sabesp vem recentemente obtendo sucesso com a aplicação da inovação WaterCad, desenvolvida pela Bentley Systems, na análise e modelagem de água no Sistema de Distribuição de Passagem Funda (bairros da cidade de São Paulo: Cidade Tiradentes e Santa Etelvina, ambos na Zona Leste). Graças à solução, a companhia de água e saneamento diminuiu em 57% suas perdas de água. O processo tecnológico é capaz de simular o comportamento da água através de algoritmos genéticos, possibilitando prever-se possíveis vazamentos e antecipando as medidas reparatórias.
Em conseqüência, também reduziram-se os números de produção mensal de água potável em 440 mil metros cúbicos, que mensurados pela frieza da avaliação financeira resultam em uma equivalência a US$ 170 mil em contenções de gastos para os cofres da concessionária. Além disso, com as mudanças ocorridas no sistema, foi descartado o uso de duas estações de bombeamento de água, reduzindo o consumo energético em 40%. Devido ao êxito do software da Bentley, a Sabesp anunciou a pretensão de expandir o seu uso em toda a Unidade de Negócio Leste.
Estas informações foram passadas à imprensa ontem, em São Paulo, pelo CEO Mundial da Bentley, Greg Bentley. "O Brasil melhorará seu índice de retorno devido ao seu grande apetite de crescimento", afirmou.
O executivo em visita ao Brasil, ressalta a força do País no cenário mundial pós-crise. Greg Bentley apóia seu raciocínio na observação daquilo que tem visto no dia-a-dia de sua visita, constatando que, a despeito da forte crise norte americana e de alguns grandes países da Europa, o Brasil permanece sendo o único dos grandes players mundiais, que desenvolve projetos de infraestrutura pesada, especialmente em obras públicas e em saneamento. "Nessa conjuntura, pouquíssimos países pensam neste assunto", explicou.
No ano de 2010, os países integrantes do Bric cresceram dez vezes mais que o resto do mundo. No caso do Brasil - líder do grupo -, este teve sua marca duas vezes maior que a dos demais integrantes. Desta forma, unindo-se às oportunidades abertas com os adventos da Copa do Mundo de 2014, Olimpíadas de 2016 e o Pré-Sal, o país torna-se um prato cheio para investimentos internacionais.
O caminho a ser seguido, a seu ver, é o da infraestrutura inteligente, em que os projetos são mais seguros e econômicos, graças aos avanços tecnológicos ocorridos nos últimos cinqüenta anos. Devido à grande demanda na área de transportes, de desafios sanitários, como controle de enchentes etc. é o momento de o país aproveitar as soluções disponíveis.
"A economia de consumo criou essa estrutura digital e nós temos que aplicá-la", aponta. O CEO também ressalta a importância PPPs para o desenvolvimento do país, porque: "onde há iniciativa privada é mais fácil e rápido evoluir".
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