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Água nas caldeiras Edição 8

 

Fluid Brasil implantou sistemas de tratamento de água em mais de 20 usinas

A Fluid Brasil, empresa de solução de tratamento de água e efluentes, instalada em Jundiaí, está diversificando sua área de atuação e focando em novos mercados como o da indústria siderúrgica, de papel e celulose, petroquímica, de bebidas e alimentos e, sobretudo, o de bioenergia, setor que experimenta rápida expansão no país. Em 2008, a empresa fechou três novos negócios com empresas fabricantes do setor sucro-alcooleiro, produtoras de etanol, para entrega em 2009.

A Fluid Brasil fornecerá sistema de tratamento por ultrafiltração para quatro usinas da Brenco - Companhia Brasileira de Energia Renovável, que está instalando quatro unidades de produção no país. O sistema tem potencial também para osmose reversa e leito misto. "Será utilizado para o tratamento da água que alimenta as caldeiras de alta pressão para co-geração de energia",  explica Francisco Faus, gerente comercial da Fluid Brasil. "O contrato representará 30% do faturamento da empresa em 2009."

Não é o primeiro negócio fechado com empresas do setor sucro-alcooleiro. "Se contarmos todas as mais de 20 usinas de açúcar e álcool que são clientes das empresas, podemos afirmar que a energia gerada pelas suas caldeiras - alimentadas com água tratada pela Fluid Brasil - equivale à de uma hidrelétrica de porte médio", compara Faus.

A Fluid Brasil também está fornecendo sistema de tratamento de água ao grupo Cosan, líder nacional no setor sucroalcooleiro e um dos maiores produtores de açúcar e etanol do mundo, que está implantado a sua primeira unidade de produção de etanol e co-geração de energia elétrica na Usina Centro-Oeste, localizada em Jataí, Goiás, com capacidade de moagem de quatro milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. A empresa foi qualificada pela Promon Engenharia Ltda., coordenadora do projeto.

No caso da Usina Centro-Oeste, a Fluid  Brasil vai implantar uma Estação de Tratamento de Água, com capacidade de 450 m3/hora, um sistema de desmineralização da água por resinas de troca iônica com capacidade de produção de 100 m3/hora, e filtro de carvão com capacidade de 5 m3/hora, para tratamento de água potável. Além da Brenco e da usina do grupo Cosan, a Fluid Brasil está fabricando equipamentos para outras sete usinas.

A empresa também atua no mercado de papel e celulose. Já fornece soluções para tratamento de água e efluentes para a Lwarcel, do Grupo Lwart, que se dedica à produção de celulose de eucalipto branqueada e outras celuloses especiais - como celulose de sisal, abacá e outras fibras naturais -, nesse ano, fechou contrato também com a Ripasa (atual Conpacel). "Forneceremos dois sistemas de tratamento por osmose reversa, com capacidade de 75 m3/hora cada um, e leito misto com 150 m3/hora", afirma Faus. Também no caso do setor de papel e celulose, a água tratada gera vapor para o processamento industrial. Os equipamentos serão entregues em 2009. "Estamos trabalhando a plena carga", ele diz.

Durante o período de fabricação dos equipamentos, os clientes da Fluid Brasil têm opção de alugar unidade móvel de tratamento por osmose reversa. "É bom para encurtar cronogramas", justifica Faus. A empresa já dispõe de duas unidades móveis e prevê adquirir mais duas. "Esse é um serviço importante na diversificação do mercado."

Criada em 1990, a Fluid Brasil oferece sistemas de resina de troca iônica, membranas de osmose reversa, medidores de vazão, entre outros equpamentos. Já conta mais de 400 sistemas de purificação de água instalados em todo o Brasil. "No próximo ano, inauguraremos um novo período de expansão que inclui a construção de uma nova fábrica no distrito industrial de Jundiaí", diz Faus.



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