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Boas intenções Edição 9

 

Depois de aprovar a Lei de Saneamento, que definiu responsabilidades na prestação de serviços de água e esgoto no país, o governo federal anunciou mais uma medida importante: teve início a elaboração do Plano Nacional de Saneamento que estabelecerá metas para o atendimento até 2020. O anúncio veio acompanhado de outra notícia igualmente boa: o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já começou a coletar dados da segunda Pesquisa Nacional de Saneamento - a última aconteceu em 2000 - que fará uma radiografia dos serviços prestados em todos os municípios do país.

As informações do IBGE subsidiarão o Plano e darão consistência às metas que devem ser estabelecidas pelo Ministério das Cidades. As duas notícias certamente animarão o mercado, sobretudo se o governo conseguir cumprir a promessa de blindar o PAC contra a crise, considerando que os investimentos em saneamento são promotores de emprego e renda, principalmente na construção civil.

Esta edição traz boas novas também sobre as companhias estaduais de saneamento. A Nova Cedae, do Rio de Janeiro, conseguiu em pouco mais de dois anos sanear as contas, gerar superávit e se prepara para abrir o capital, a exemplo do que já fez a Sabesp, em São Paulo. Além de captar recursos para novos investimentos, o ingresso no mercado de capitais, mais precisamente no Novo Mercado, pressupõe um choque de gestão na empresa e na adoção de mecanismos que garantam mais transparência e controle dos investimentos. Os planos da Cedae, no entanto, estão adiados por conta da crise financeira internacional, mas não descartados. A empresa já começou a preparar projeto de lei a ser encaminhado  à Assembléia Legislativa, autorizando a abertura do capital.

Como se vê, apesar do cenário negativo desenhado para 2009, o governo federal e algumas companhias estaduais estão cheios de boas intenções.



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