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Solução doméstica Edição 9

 

Metade das residências utiliza filtros de barro ou equipamentos mais sofisticados
Por Marleine Cohen

Nem água industrializada nem água da torneira? Para o consumidor que torce o nariz para ambas as opções existe uma terceira alternativa - os purificadores de água, aparelhos que garantem a pureza da água que se consome a um custo relativamente baixo.
Sua aceitação é tamanha entre os brasileiros que Dácio Múcio de Souza, diretor-presidente da Europa, marca que tem no mercado um leque variado de produtos, sequer admite a existência de uma crise no horizonte nos próximos anos: "Nós conseguiremos atingir o objetivo projetado para 2008, com índice de crescimento de 16%, o mesmo obtido em 2007 e superior ao projetado para o setor e para o nosso País", festeja o executivo. 

Com 5 milhões de produtos comercializados no Brasil e presentes em mais de 30 países, a empresa garante empregar, independente da escolha do produto, uma tecnologia que permite obter uma água sem cheiro ou sabor no momento de uso - ou seja, igual à que se comercializa em garrafa ou copinho na prateleira do supermercado: "Todos os nossos purificadores apresentam redução de cloro acima de 94%, comprovando a eficácia dos sistemas de tratamento utilizados, e ainda enriquecem a água liberando cálcio e magnésio, combinados ou separados", declara Souza.

Esse resultado é função da ação comum a todos os aparelhos da marca consiste no tratamento físico-químico da água, com a retenção de resíduos, impurezas e substâncias orgânicas, além do cloro, eliminando gosto e odores pelo SNTA (Sistema Natural de Tratamento de Água), após vários estágios de filtração e purificação por quartzo, dolomita e carvão.

Nos modelos Europa mais avançados, dá-se também o tratamento microbiológico e bacteriológico da água pelos sistemas UVLS (UV Light System) ou HF (Hollow Fibre), que eliminam coliformes fecais, totais e bactérias como o vibrio cholerae, causador da cólera. Destaque ainda para os filtros de entrada, que retêm sedimentos no cavalete de entrada da rede, proporcionando água de melhor qualidade em todo o sistema e maior vida útil das tubulações, equipamentos, aquecedores, banheiras e chuveiros. Dentre os filtros de entrada citam-se os modelos do sistema Ironex, indicados para remover ferro e manganês.

O bom desempenho da Europa se verifica em outras empresas. De fato, segundo a Abrafipa (Associação Brasileira das Empresas de Filtros, Purificadores, Bebedouros e Equipamentos Para Tratamento de Água), o setor vai muito bem, obrigado. O crescimento registrado em 2007 é da ordem de 10%, e deve se repetir este ano.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio - PNAD 2006, divulgada em setembro pelo IBGE, 50,3% dos lares brasileiros usam filtros. O Distrito Federal é líder na preferência, com 83,1% em 2006 e Amazonas registra o menor número de aparelhos, com 13,8% do total.

O sistema mais popular nas residências ainda é o filtro de barro, mas a estimativa mostra que o consumidor vem optando por produtos mais modernos e com sistemas de tratamento mais sofisticados. Segundo estimativas da Abrafipa, o mercado está assim dividido em relação aos vários sistemas de tratamento e filtração de água: filtros e purificadores por pressão, 42%; filtros por gravidade e pote cerâmico, 39%; bebedouros refrigerados (gravidade e pressão),  19%. Estima-se que sejam comercializados cerca de 300 mil produtos/mês no Brasil. Mercosul, Estados Unidos e Europa são mercado para os produtos nacionais.



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