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Sustentabilidade para a construção civil Edição 9

 

Empresas buscam atender à demanda por obras com menor impacto sobre o ambiente

O momento favorável da economia brasileira traz crescimento nos resultados das empresas e levanta discussões práticas. O sucesso empresarial será revertido para a sociedade, mas algumas dificuldades devem trazer preocupação aos projetistas, aos fabricantes de materiais e à mão-de-obra técnica e gerencial. Em cidades com acelerada inserção de obras no meio urbano, o impacto negativo da construção pode ir além do custo do metro quadrado.

A construção civil é tão poluente quanto os carros e as indústrias, já que contribui para o desmatamento das florestas, o aquecimento global, o uso irracional de água, o efeito estufa e os ruídos urbanos, entre outros fenômenos. No mundo, a construção civil consome em torno de 25% da madeira de uso não combustível, 40% dos materiais e energias, e 17% da água doce. Para combater a imagem da construção como "acidente ecológico", os princípios da construção sustentável seriam uma nova maneira de abordar a elaboração do programa da edificação, concepção,  realização e gestão dos prédios.

Algumas medidas podem ser tomadas pelos arquitetos e projetistas para reduzir o impacto dos projetos sobre o meio ambiente: optar pela implantação e orientação de prédios que respeitem as características do terreno e o clima; privilegiar tratamentos paisagísticos; escolher materiais adaptados ao entorno e provenientes de locais próximos. Outras medidas importantes dizem respeito à otimização do sistema construtivo de forma a evitar o superdimensionamento; implantação de sistemas de gestão de resíduos durante a obra e procedimentos limpos que favoreçam o uso de luz natural. A lista de boas práticas inclui ainda a gestão de águas pluviais no terreno; técnicas de depuração de esgotos antes do descarte na rede pública, entre outros.
Existem inúmeras medidas para se criar um projeto que provoque o menor impacto ambiental. Porém essas medidas devem ser analisadas e aplicadas em todas as fases do ciclo de vida do edifício desde a programação, concepção, execução, ocupação, manutenção, reabilitação, até eventual demolição.

Nas áreas do planejamento arquitetônico e urbanismo também devem ser tomadas algumas medidas para implantação de um programa de desenvolvimento sustentável, tais como: pesquisar o emprego de novos materiais na construção; reestruturar a distribuição de zonas residenciais e industriais; reciclar materiais reaproveitáveis e buscar fontes alternativas de energia.

A adoção de estratégias de sustentabilidade pelas empresas do setor da construção servirá para que sejam atingidos alguns objetivos estratégicos e, mais importante, para desenvolver a consciência das pessoas no ambiente de negócios.
 



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