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Irrigação de precisão Edição 11

 

Sistema desenvolvido pela Esalq reduz uso da água sem comprometer produtividade

Pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luís de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba, estão desenvolvendo nova técnica de irrigação que utiliza menos água, sem comprometer a produtividade das lavouras. O sistema utiliza microtubos de polipropileno, com diâmetros que variam de 0,6 mm a 1,5 mm. "O sistema de microtubos não é novidade. A inovação está na metodologia de uso", explica Tarlei Arriel Botrel, do departamento de Engenharia Rural da Esalq.

O grupo de pesquisadores liderados por Botrel criou metodologia de uso de microtubos adaptada às diferenças do nível de solo. O desnível do terreno e o atrito da água com o cano reduzem a pressão da água e resultam num consumo maior. O uso de microtubos, de tamanhos diferentes, garante vazão constante e reduz o uso de água entre 10% e 30%. "Quando a irrigação não é homogênea, há perda de água ou queda na produtividade", justifica Botrel.

A metodologia pode ser utilizada na microaspersão e gotejamento. Na microaspersão, a água é lançada sob a copa das plantas e o uso de microtubos compensa a irregularidade de pressão que ocorre na tubulação ao longo do processo, que compromete a homogeneidade da irrigação e resulta em queda de produtividade.

A nova tecnologia permite superar o problema da variação topográfica, já que os tubos se adaptam às ondulações do terreno. "A inovação está em permitir a mesma vazão, independentemente da variação da pressão, e manter a vazão sob controle, possibilitando assim a irrigação de precisão." O grupo  já pediu o registro da patente, por intermédio da agência de inovação da USP.
Os sistemas atualmente disponíveis no mercado compensam a queda de pressão usando uma membrana de silicone que permite controlar a liberação de água de modo homogêneo. O dispositivo, no entanto, é caro e perde eficiência com usos em função da fadiga do material.

Na avaliação de Botrel, os métodos que consomem mais água no meio agrícola estão sendo substituídos por outros, que consomem menos água, "o que mostra uma significativa conscientização por parte dos produtores e da comunidade científica".



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