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Tecnologia de exportação Edição 11

 

Tecnosan, que atende o Grupo Coca-Cola na Bolívia, passa a atuar também no Chile
Por Marleine Cohen

Depois de prestar serviços para empresas como a Gerdau, a Bertin, a Guararapes, a Vale e a Bunge, a Tecnosan, empresa de capital 100% nacional sediada em Blumenau (Santa Catarina) e especializada em tecnologia ambiental, acrescentou mais um nome de peso à sua carteira de clientes: o ­Grupo Coca-Cola Embonor S.A., do Chile.

A brasileira foi contratada para elaborar um projeto para a unidade da Embol (Embotelladoras Bolivianas Unidas S.A.), através da qual o Grupo Coca-Cola Embonor atua na Bolívia, respondendo por 98% das vendas de produtos Coca-Cola nos departamentos de La Paz, Cochabamba, Santa Cruz, Oruro, Sucre e Tarija.

Os equipamentos, que atendem às normas bolivianas e internacionais da The Coca-Cola Company, já foram entregues e estão em pleno funcionamento, operando com uma vazão de 800 mil litros por dia: "O sistema tem um grande diferencial: a alta eficiência do tratamento", explica o diretor da empresa, Jorge Kuhn. "Ele atende a todas as normas internacionais da The Coca-Cola Company, cujas exigências superam a legislação brasileira." O parecer para a implantação do sistema foi dado pelo escritório regional da Coca-Cola na Argentina, que controla os contratos das empresas franqueadas Coca-Cola na América do Sul, com exceção do Brasil.

A Tecnosan elabora desde os projetos de tratamento de efluentes até a construção de equipamentos como aeradores, agitadores, digestores, filtros, prensas, peneiras e estações de tratamento de água e efluentes. Atende diversos segmentos industriais, como química, metal-mecânica e curtume, além de empresas de engenharia e saneamento. As principais são as indústrias têxteis, alimentícias e de papel e celulose. Empresas como  Gerdau, Bertin, Guararapes, Vale, Embol (Coca-Cola) e Bunge.

A parceria com a Embol vem coroar um esforço iniciado em 2003, quando, através dos seus representantes na Bolívia, a empresa deu início ao processo de certificação como fornecedor da Coca-Cola. "A partir daí, elaboramos a proposta e começamos a construção da estação, com as obras civis propriamente ditas, e em seguida fornecemos e instalamos os equipamentos", completa Kuhn.
A Tecnosan iniciou suas atividades em novembro de 1995, atuando no mercado nacional e internacional com modernas tecnologias para proteção ambiental. Dois anos mais tarde, em 1997, assinou parceria com duas empresas alemãs - a Aeroflex Belüftungseinrichtungen, na área de aeração de fundo, e a BAV Umwelttechnik, no setor de sistemas de tratamento de resíduos sólidos.

Para garantir a qualidade de seus produtos, ela também se associou à alemã Supratec, que fornece difusores de ar, e passou a trabalhar com a Watropur, da Suíça, para o fornecimento de secadores de lodo.

Sua consolidação no ramo de tratamento de efluentes em indústrias de diversos segmentos - papel e celulose, alimentos, química, têxtil, metal-mecânica -, curtumes, frigoríficos e matadouros e na implantação de unidades de tratamento de despejos domésticos se deve, segundo seu diretor, à utilização de recursos humanos experientes e mobilizados pelos problemas gerados pela emissão de resíduos.

A excelência em tecnologia ambiental lhe rendeu resultados promissores - como, por exemplo, completar os cinco primeiros anos de atividade, em 2000, com uma lista de quase cem clientes - e entrar em 2008 com o pé direito, ao ser escolhida como fornecedora pela Vale do Rio Doce, líder mundial em produção e exportação de minério de ferro, para a qual construiu duas estações de tratamento de efluentes industriais (ETEs) para as usinas de Parauapebas, no Pará, e São Luís, no Maranhão.

Presente nos dois maiores projetos privados de Santa Catarina em execução - a Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó e o Porto de Navegantes -, a ­Tecnosan conta atualmente com grandes clientes em 13 estados brasileiros e tem forte atuação em todo o mercado externo, e não só na América Latina, de onde provêm 60% das encomendas, gerando receita com exportações equivalente a mais de US$ 1,2 milhão. Segundo Jorge Kuhn, graças à equipe de representantes da Tecnosan, já são vários projetos implementados em diferentes países. "Hoje, estamos trabalhando em dez projetos para empresas."

Para este ano, a previsão é consolidar um crescimento de 2% e perseguir a redução de custos nos processos e a melhoria da mão de obra.



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