R$ 50 milhões para pesquisa em saneamento | Revista Água - Gestão e Sustentabilidade Revista Água Gestão e Sustentabilidade

Busca



R$ 50 milhões para pesquisa em saneamento Edição 11

 

Sabesp e Fapesp assinam acordo de cooperação para projetos de investigação nos próximos cinco anos
Por Claudia Izique

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), assinaram um termo de cooperação para patrocinar projetos de investigação que envolvam pesquisadores da empresa e das universidades e de institutos de pesquisa paulistas. Está previsto um investimento de até R$ 50 milhões ao longo dos próximos cinco anos, sendo a metade proveniente da Fundação e a outra metade da Sabesp.

Os projetos de pesquisa iniciarão em janeiro de 2010 e estarão relacionados a temas como o aumento da eficiência nos processos de tratamento de água, o monitoramento da qualidade da água, a redução da quantidade de lodo produzido e sua reciclagem, a diminuição do consumo de eletricidade na operação de sistemas de saneamento, o combate à perda de água nas tubulações, além de estudos econômicos sobre o desenvolvimento do setor de saneamento.

A Sabesp investe atualmente R$ 3,5 milhões anuais em pesquisa e desenvolvimento. Com a parceria, ampliará esse valor para R$ 5 milhões. Com a parceria da Fapesp, esse valor chegará a R$ 10 milhões. "Investir em pesquisa e inovar são essenciais para o futuro da Sabesp", disse Gesner Oliveira, presidente da companhia. "Hoje, o mercado está mais competitivo, há padrões de exigência ambiental mais rigorosos, somos regulados por uma agência externa e temos de enfrentar o desafio de universalizar os serviços. Precisamos ter capacidade de incorporar novas tecnologias", afirmou. A intenção é tornar a Sabesp mais competitiva também internacionalmente.

Grandes corporações do setor, como a Veolia e a GDF Suez, investem respectivamente 0,5% e 0,2% de seus faturamentos em P&D, enquanto esse índice é de 0,05% na Sabesp. Segundo Oliveira, a empresa precisou se reposicionar num mercado em que, anteriormente, não havia concorrência.

Hoje, a Sabesp necessita renegociar contratos com as prefeituras, que podem dispensar seus serviços e optar por outros arranjos, como a criação de autarquias municipais. "Recentemente, renovamos 160 contratos de concessão", afirma. Com a ampliação dos investimentos em pesquisa, a empresa busca atingir metas como reduzir a perda de água nas tubulações para 13% até 2019 - hoje, a perda gira em torno dos 28%; a reciclagem de lodo e a comercialização de novos produtos, como o gás metano proveniente do lixo e a água de reúso para indústrias.

Para o diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, o acordo sinaliza uma importante estratégia da empresa pública no Estado de São Paulo para ampliar e consolidar suas atividades de pesquisa e desenvolvimento. "Este é um dos maiores acordos de pesquisa cooperativa estabelecidos pela Fundação e esperamos uma resposta muito participativa da comunidade de pesquisa ao edital que será anunciado", afirmou.



Conheça nossas outras publicações