Notas da edição | Revista Água - Gestão e Sustentabilidade Revista Água Gestão e Sustentabilidade

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Notas da edição Edição 11

 

Dois mil metros de tubos por mês

A Saint-Gobain Canalização, que fornecerá os 29 km de tubos em ferro fundido dúctil para a adutora do Sistema Marrecas, novo manancial para abastecimento de água em Caxias do Sul (RS), entregou as primeiras seis carretas com os tubos de 1 metro de diâmetro e 7 metros de comprimento, em evento organizado pelo Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae).

 O novo sistema aumentará a capacidade de represamento de água bruta da cidade em 82%, deverá beneficiar 250 mil pessoas e estará concluído em setembro de 2010. "Os sistemas com tubos de ferro fundido oferecem segurança, durabilidade e resistência contra rompimentos. São, portanto, ideais para a grande extensão do Sistema Marrecas (29 km) as pressões são elevadas, chegando a 22 kgf/cm2", comenta o engenheiro João Paulo Abreu Lima da Rosa, projetista contratado pelo Samae de Caxias do Sul para coordenar a obra.

A Saint-Gobain vai entregar, em média, dois mil metros de tubulação por mês, que serão transportados por carretas de 12 metros de extensão, cada uma delas com oito tubos de um metro de diâmetro e comprimento de 7 metros. Serão, portanto, necessários 540 caminhões para transportar todo o material.


Reflorestamento do rio Jaguaribe

O reflorestamento das margens do rio Jaguaribe, que banha 80 municípios cearenses, poderá ter suas margens reflorestadas com pagamento por serviços ambientais. "Temos de salvar o Jaguaribe, pois a morte de um rio significa para o povo o mesmo que cortar veias de um corpo humano", comparou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. O Jaguaribe, que já foi considerado o maior rio seco do mundo, está no caminho dos maiores açudes do Ceará, como o Orós e o Castanhão. Ele nasce no próprio estado e antes de desaguar no Atlântico atende a uma população estimada em 800 mil pessoas.


Mais escolas no Caminho das Águas

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Rio de Janeiro assinou, em Resende (RJ), convênio com a Fundação Roberto Marinho (FRM) para implantar o projeto Caminho das Águas em 110 escolas de 22 municípios fluminenses. A iniciativa é uma parceria entre a Agência Nacional de Águas (ANA) e a FRM, cujo objetivo é conscientizar jovens para a importância da gestão dos recursos hídricos do Brasil. Minas Gerais e Sergipe já desenvolvem a iniciativa, enquanto Bahia e Espírito Santo estão em fase de implementação.

Todas as 110 escolas, integrantes do Programa Agenda da Água na Escola / Inea - Educação Ambiental para Gestão das Águas, que é desenvolvido pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), receberão um kit do Caminho das Águas contendo vídeos, mapas, jogos e CDs com temas de recursos hídricos.

Também serão promovidas oficinas de capacitação para 200 professores, para que eles se familiarizem com os objetivos, conteúdo e metodologia do projeto, além de auxiliar na construção de planos pedagógicos.

Lançado em março de 2007, o projeto Caminho das Águas é direcionado para alunos do ensino fundamental dos estados banhados por quatro importantes bacias hidrográficas brasileiras: a do rio Doce; a do Paraíba do Sul; a do São Francisco; e a dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). A iniciativa oferece aos professores ferramentas didáticas que mostram como planejar atividades educativas - voltadas à conscientização ambiental - de alcance social na escola e na comunidade onde estão inseridos.


ES terá política para resíduos sólidos

O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, encaminhou à Assembleia Legislativa do Espírito Santo, o Projeto de Lei da Política Estadual de Resíduos Sólidos. O texto define os princípios, fundamentos, objetivos, diretrizes e instrumentos para a gestão de resíduos sólidos e pode se tornar a primeira política nesta diretriz em todo o Brasil. A Lei visa a prevenção, a redução e o controle da poluição, o reaproveitamento; a proteção e a recuperação da qualidade do meio ambiente e a promoção da saúde pública.

A nova política é resultado de dois anos de discussões do Comitê Gestor de Resíduos Sólidos e, se aprovada pela Assembleia, vai direcionar as fontes geradoras de resíduo a adotar práticas que promovam a redução ou eliminação de resíduos e incentivar a adoção de tecnologias limpas. O governador também encaminhou ao legislativo a Política Estadual de Educação Ambiental. De acordo com a secretária estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Maria da Glória Brito Abaurre, o Projeto de Lei seguirá ao legislativo estadual e poderá orientar as discussões e ações sobre os principais problemas ambientais do Espírito Santo de modo a atender às demandas de educação ambiental regionais.


Usina movida a biocombustível

Uma usina de Minas Gerais está sendo adaptada para funcionar tanto a gás, quanto a álcool, em projeto pioneiro no mundo. O término das obras está previsto para dezembro, quando começam os testes operacionais. A termoelétrica de Juiz de Fora, que vai compor o Sistema Interligado Nacional, será bicombustível e a primeira no mundo a usar álcool na produção de energia. O novo modelo de usina permite que o sistema de energia funcione de forma mais eficiente, afirma a Petrobras. "É uma maior confiabilidade e segurança energética pelo fato de nós utilizarmos duas fontes de energia diferentes: o gás e o álcool.

Isso dá uma flexibilidade bastante grande, porque permite escolher qual é o melhor preço de combustível para você utilizar naquele momento, naquela situação", explica o gerente executivo José Alcides Santoro. O álcool chega por caminhões e é armazenado em tanques. De lá ele é bombeado para a turbina, onde acontece um processo semelhante ao do gás. A diferença está em um equipamento modificado chamado combustor, responsável por acionar a queima do combustível e permitir a produção de energia.


Nova ETE na Barra da Tijuca

O governador Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, inaugurou no dia 6 de junho a Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) da Barra da Tijuca. A entrada em operação da nova estação vai possibilitar que o esgoto produzido nas sub-bacias da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, que são encaminhados ao emissário submarino, recebam tratamento primário antes de chegar ao seu destino final. O evento marcou o Dia Mundial do Meio Ambiente.

A nova ETE já está tratando 1.400 litros de esgoto por segundo (120 milhões de litros por dia), volume que chegará a 2.800 litros por segundo (240 milhões de litros por dia) em 2011. Em todo o complexo, que coleta e trata os esgotos da Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e Jacarepaguá, estão sendo investidos cerca de R$ 600 milhões. A inauguração da ETE da Barra da Tijuca é mais uma realização que vai ao encontro dos compromissos do país junto ao Comitê Olímpico Internacional para a escolha da cidade do Rio como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.


Cobrança pelo uso da água

A cobrança pelo uso da água no Alto Tietê deve acontecer a partir de 2010. O novo prazo foi divulgado pelo diretor-presidente da Fundação Agência de Bacias Hidrográficas do Alto Tietê (Fabhat), José Everaldo Vanzo. A arrecadação inicial é estimada em R$ 40 milhões. A taxa será aplicada a empresas que detêm uma outorga do governo do Estado para utilizar a água dos rios.Para tanto, será necessário criar um cadastro unificado com dados do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) e da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). "Esses dados indicarão quanto será cobrado de cada um. Quem pegar mais água dos rios e poluir mais pagará mais caro", detalha Vanzo.

O próximo passo será convocar as empresas para saber se concordam com os números ou têm alterações a fazer. A taxa será cobrada das indústrias que recolhem água dos rios. Segundo Vanzo, 98,5% da arrecadação será paga por cerca de 400 grandes companhias da região. "Mas haverá uma faixa de isenção para tomadores de até certo volume de água." A expectativa é de que a arrecadação cresça dos iniciais R$ 40 milhões para R$ 100 milhões no decorrer da implantação. Deste total, o valor máximo de 10% poderá ser utilizado para custeios da agência. "Mas acredito que vamos gastar bem menos do que isso, entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão." A maior parcela dos recursos será destinada a investimentos em projetos de recuperação das Áreas de Proteção de Mananciais (APM).

"São obras de tratamento de esgoto, constituição de aterros e para a melhora da coleta de resíduos e da drenagem urbana", exemplifica Vanzo. Para receber investimentos, os municípios devem elaborar projetos e apresentá-los ao Comitê de Bacias Hidrográficas do Alto Tietê, que definirá critérios para a aprovação. Até o início da cobrança, a agência receberá uma verba mensal de R$ 10 mil por mês da Amat para custeio das atividades. O benefício já foi pago durante um ano e, no começo de 2009, foi prorrogado por mais oito meses. A finalidade do repasse é dar subsídios para a implantação da Lei Estadual 12.183/05, que determina a taxação.



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