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Informação e cidadania Edição 12

 

A última pesquisa divulgada pelo Instituto Trata Brasil e IBOPE Inteligência revelou o lado mais perverso do déficit do saneamento básico no país
Por Claudia Izique

A última pesquisa divulgada pelo Instituto Trata Brasil e IBOPE Inteligência revelou o lado mais perverso do déficit do saneamento básico no país: a falta de informação da população. Cerca de 30% das pessoas consultadas não sabiam o que é saneamento básico, apesar de conviverem com o mau cheiro emanado pelo esgoto que corria a céu aberto ou sofrerem com o refluxo de dejetos em seus domicílios. Pior: uma boa parcela da população não atendida pelo serviço de coleta de esgoto desconhecia essa condição. E pior ainda: a grande maioria sabia que a responsabilidade pelos serviços de saneamento é da administração municipal, ou seja, do prefeito, mas poucos foram os que declararam ter tido alguma iniciativa de cobrar do poder público alguma atitude para melhorar sua condição de vida, ou levado em conta propostas para o setor de saneamento quando escolheram o candidato no último pleito municipal. Não basta, portanto, apenas investir na universalização dos serviços. É preciso também mobilizar campanhas de esclarecimento e de informação à população para que eles tenham a possibilidade de se indignar com a sua condição de vida e exercer o direito de cidadania.

Nesta edição, as boas notícias vêm do setor privado. O Grupo EBX, por exemplo,  iniciou um projeto de recuperação ambiental  da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, em parceria com a prefeitura e o governo do Estado do Rio de Janeiro, que prevê investimentos da ordem de R$ 28 milhões em obras de infraestrutura. Criou até um portal sobre o projeto que permite aos cidadãos acompanhar a evolução histórica e a urbanização do entorno da Lagoa, além de ter acesso a textos, vídeos e fotos e a um conjunto de estudos para a despoluição da Lagoa. Outra iniciativa que merece destaque é a da General Motors que implantou um processo de compostagem em suas fábricas, evitando que cerca de 2.000 toneladas de lixo orgânico fossem jogadas nos aterros sanitários.

Claudia Izique
Editora



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