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Caminhos alternativos Edição 12

 

As possibilidades de parceria para implementação de projetos de água e esgoto
Por Otávio Santoro Jr.

Hoje já é muito comum que construções como hotéis e condomínios comerciais planejem seu desempenho em termos de uso de água. Esse trabalho começa na captação e tratamento de águas subterrâneas. Dependendo do volume de consumo e descarte do esgoto, passa-se à fase seguinte, de avaliação do reuso de águas, por meio da implantação de estações de tratamento e reuso, de forma a se adaptar aos reduzidos espaços existentes.

Uma terceira fase se inicia quando os resultados financeiros estiverem consolidados e diz respeito à redução do consumo por meio de ações de conscientização e de adequações dos pontos de consumo.
Em se tratando de Estações de Tratamento de Água (ETAs) e Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), é preciso levar em conta que os projetos envolvem cifras significativas em investimentos que podem ser considerados de risco.

Com planejamento, é possível encontrar alternativas que se encaixem nas possibilidades de cada empreendimento. Para isso, é fundamental contar com gestores parceiros que possuam expertise técnica, e que sejam aliados também na questão financeira: eles assumem os riscos e os investimentos iniciais, recebendo seu retorno após a implantação do projeto.

Atualmente, o que se vê no mercado é um gradual aumento de pequenos e médios empreendimentos que estão reduzindo os custos financeiros, terceirizando a gestão do suprimento de água e esgoto por meio de prestadores de serviços competentes, com soluções variadas para a implementação dos projetos.

Nas grandes corporações registra-se empenho em adequar empreendimentos aos preceitos do Green Building Council, entidade mundial que especifica as questões ambientais de projetos imobiliários. Trata-se de um processo caro e que exige esforço e estudo técnico. No caso de empreendimentos já existentes, o custo da adaptação pode parecer impeditivo, mas há a possibilidade de encontrar parceiros que assumam os riscos. No caso de novos projetos, a empresa gestora ajuda a determinar o melhor modelo de uso da água, do esgoto e dos sistemas de reuso, como já vem acontecendo com as incorporadoras e construtoras de imóveis de alto padrão.

As gestoras tornam-se investidoras do projeto, evitam enormes desembolsos para a incorporadora e entregam ao condomínio um projeto adequado aos padrões de qualidade, de custos baixos e administrados.
O importante é saber que o planeta pede por melhores práticas na gestão de água e esgoto. A questão do investimento não deve parar qualquer projeto. Há caminhos viáveis. Com ganhos para todos os envolvidos.


* Otavio Santoro é sócio-diretor da Indeco, empresa associada à Abas (Associação Brasileira de Águas Subterrâneas), à Abesco e ao Green Building Council. É economista pós-graduado em Energia Elétrica e Gás Natural pela USP.  



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