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Projeto Tietê inicia 3ª fase Edição 13

 

Com empréstimo de US$ 600 milhões do BID, Sabesp investe na ampliação do sistema de esgoto de São Paulo

O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) aprovou empréstimo de US$ 600 milhões que permitirá à Sabesp iniciar a terceira fase do Projeto Tietê. A Sabesp entrará com US$ 200 milhões de contrapartida ao financiamento do BID. Ao todo, nesta etapa de ações, será investido no projeto US$ 1,05 bilhão. Até 2015, o Projeto prevê ampliar os índices de coleta de esgoto da Região Metropolitana de 84% para 87%, e os de tratamento desse esgoto coletado, dos atuais 70% para 84%. Hoje dos 15 milhões de habitantes da região metropolitana, 11 milhões já dispõem de coleta e mais de 7 milhões de coleta e tratamento.

Com a terceira fase, o aumento da coleta de esgoto beneficiará diretamente mais 1,5 milhão de pessoas na Região Metropolitana, enquanto a ampliação do tratamento beneficiará diretamente mais 3 milhões de habitantes, contribuindo para a melhora da qualidade de vida dos habitantes da Grande São Paulo e, consequentemente, dos habitantes da região da bacia do Médio Tietê. Isso representa aumento equivalente à população de Recife e Fortaleza juntas.

Serão construídos 580 km de coletores e interceptores, 1.250 km de redes coletoras e efetivadas 200 mil ligações domiciliares. As estações de tratamento de esgotos (ETEs) também serão incrementadas, com sua capacidade de tratamento ampliada, em média, em 7,4 m³/s (ou seja, um aumento de quase 40%).

Atualmente, já estão em andamento obras da terceira fase, como na região leste de São Paulo, onde serão implantados interceptor e coletores-troncos na divisa dos municípios de Itaquaquecetuba e São Paulo, estendendo-se ainda por Poá e Ferraz de Vasconcelos. No extremo oposto, já se iniciaram também as obras do coletor São João do Barueri, que irão permitir o tratamento dos esgotos gerados nos municípios de Jandira e Itapevi. Também tiveram início as obras do coletor Ipiranga, que permitirão o tratamento dos esgotos gerados em toda a região do bairro do Ipiranga até o Jardim Zoológico.

A lógica técnica de despoluição do Tietê determina que os investimentos iniciais sejam priorizados na cabeceira do rio, e na construção da infra-estrutura para o sistema de esgotos. O projeto é desenvolvido de acordo com a disposição da bacia hidrográfica e não de acordo com os benefícios de cada município isoladamente.

A Sabesp já investiu US$ 1,6 bilhão no Projeto Tietê, montante distribuído em duas fases. Na primeira delas, que durou de 1992 até 1998, priorizou-se a construção de ETEs e a ampliação do sistema de coleta e afastamento de esgoto, com investimento total de US$ 1,1 bilhão. Nesse período, o índice de coleta de esgoto passou de 70% para 80%, e o de tratamento, de 24% para 62%.

Na segunda fase, de 2000 a 2008, o objetivo foi ampliar e otimizar o sistema de coleta e transporte, para utilização plena da capacidade instalada de tratamento de esgoto. Nessa etapa, o volume aplicado foi de US$ 500 milhões e o índice de coleta de esgoto passou de 80% para 84%, enquanto o de tratamento, de 62% para 70%.


Projeto Tietê: 3ª fase
Municípios beneficiados

Arujá
Barueri
Caieiras
Cajamar
Carapicuíba
Cotia
Embu
Francisco Morato
Franco da Rocha
Itapevi
Itaquaquecetuba
Jandira
Mairiporã
Osasco
Poá
Santana de Parnaíba
Santo André
São Bernardo do Campo
São Paulo
Suzano
Taboão da Serra



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