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Onde, como e para que servem Edição 2

 

IBGE publica mapas com a localização e a qualidade dos mananciais nordestinos
Por Naná Prado

Avaliar os recursos hídricos disponíveis, tanto nos mananciais de superfície como abaixo do solo, é fundamental para a Região Nordeste diante da irregularidade das chuvas e dos graves problemas sociais e econômicos decorrentes da estiagem. Por isso, o Instituto Brasileiro de Geo­grafia e Estatística (IBGE) vai lançar Mapas de Hidrogeologia e de Hidroquímica para as unidades da federação do Nordeste brasileiro. Os primeiros já prontos são os do Rio Grande do Norte e da Paraíba.

Segundo Eugênio Lima, geólogo do IBGE na Bahia e responsável pelo Projeto dos Mapas, a Região Nordeste está sendo mapeada sistematicamente para esses dois estudos, utilizando-se informações geológicas e a coleta de amostras de água em poços. "As análises químicas foram realizadas pelo Laboratório de Análises Minerais Água e Solos da Universidade Federal de Pernambuco (LAMSA/UFPE). Os mapas serão gradativamente lançados, visando abranger todos os Estados do Nordeste", afirma o especialista.

Investimento consciente
O Mapa de Hidrogeologia permite localizar os sistemas aqüíferos subterrâneos - conjunto de rochas capazes de armazenar e produzir águas no subsolo -, suas potencialidades, vulnerabilidade e condições de exposição. Já o Mapa de Hidroquímica classifica as águas subterrâneas com relação à potabilidade (se são ou não próprias para beber) e aos constituintes químicos, além de fornecer recomendações para seu uso na agricultura, pela irrigação.

Eugênio Lima explica que as informações hidrogeológicas (vazão, profundidade do aqüífero, nível da água, entre outras) são coletadas basicamente em poços. Já os dados hidroquímicos referem-se a análises físico-químicas das águas. "As informações são de grande importância para a gestão pública e para o futuro econômico desses Estados porque buscam retratar as possibilidades de exploração dos recursos hídricos subterrâneos, indicando áreas mais e menos favoráveis à captação de água no subsolo, em termos de volume e qualidade química", avalia. Tais informações são fundamentais para a utilização racional de recursos hídricos numa região que enfrenta inúmeros problemas causados pela seca. Além dessas informações, o IBGE apresenta um mapa esquemático das condições de exposição dos aqüíferos (características das áreas de recarga) e vulnerabilidade natural dos aqüí­feros à poluição. 

"Esses mapas ajudam na delimitação das áreas de pesquisa visando concentrar os investimentos nelas. Além disso, auxiliam gestores públicos, justamente para identificar as ­áreas mais propícias para investimentos, descartando regiões mais problemáticas ou que necessitam de muitos recursos", conta Eugênio Lima. Os mapas resultam de um processo dinâmico, devendo ser atualizados sempre que novas informações forem incorporadas ao banco de dados de recursos hídricos. Para o conjunto da Região Nordeste, o IBGE conta com um acervo de mais de 35 mil pontos d'água, com dados não só subterrâneos, como também superficiais (análises químicas de rios e açudes).

Os Mapas de Hidrogeologia e Hidroquímica dos Estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte podem ser acessados no site do IBGE, no endereço
www.ibge.gov.br.



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